Educação

Atividade Física e Desportiva

  • Publicado em AEC

A Atividade Física e Desportiva está definida pelo Despacho n.º 9265-B/2013, de 15 de julho, o qual enquadra a realização das Atividades de Enriquecimento Curricular para os alunos do 1º CEB, tendo como bases orientadoras, as orientações programáticas definidas pelo Ministério da Educação.

Durante a realização de atividade física, a criança, ao realizar diferentes experiências utilizando o seu corpo, reage aos diversos estímulos do meio envolvente, recebendo assim através dos sentidos toda a informação útil (táctil, visual e auditiva), sobre a qual irá construir as imagens mentais que lhe permitirão a formação de conceitos.

Sabendo da valorização social que a Atividade Física e Desportiva contém e, por acreditarmos que a escola tem uma função central na elevação da prática desportiva dos jovens, procurou-se implementar um modelo que os atraia, devido à sua componente lúdica e que, ao mesmo tempo, lhes desenvolva os conhecimentos e competências.

A atividade física e desportiva tem subjacente uma conceção de educação integrada, a partir dos conhecimentos adquiridos na vida familiar e na comunidade de origem de cada aluno. As finalidades, os objetivos e as propostas de operacionalização curricular da Atividade Física e Desportiva são indicados como um quadro de referência, para implementar de acordo com a realidade local.

Documentação
Orientações Programáticas de Atividade Física e Desportiva
Planificação Anual

 

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Inglês

  • Publicado em AEC

Um projeto de ensino precoce de línguas estrangeiras surge no seguimento das orientações emanadas do Quadro Europeu Comum de Referência para o Ensino/Aprendizagem de Línguas Estrangeiras. Estas orientações apontam para o desenvolvimento de estratégias de organização e desenvolvimento curricular que visem criar nos alunos de hoje (futuros cidadãos ativos) conhecimentos plurilingues. Sendo certo que vivemos num mundo que já não conhece as antigas fronteiras, torna-se necessário dotar as nossas crianças de competências que lhes permitam aceder a oportunidades mais diversificadas de formação e emprego. Porém, os objetivos destas orientações não se ficam por aqui, apontando, igualmente, para a importância da aprendizagem de uma língua estrangeira como veículo para a experimentação de novas mundividências, através do reconhecimento do outro, de outros espaços e culturas, outras crenças e outros valores. As atividades desenvolvidas durante as aulas de inglês são diversificadas e assentam em princípios básicos simples. Em primeiro lugar, procura revestir-se de uma componente lúdica forte com o objetivo claro de motivar os alunos para a aprendizagem desta língua, mas também para a aprendizagem futura de outras línguas estrangeiras. Para além disso, visa ser um espaço de enriquecimento do percurso escolar do aluno, valorizando o tempo que passa na escola e o seu esforço, procurando dotá-lo de novos conhecimentos e competências e respeitando o seu tempo e o seu ritmo de aprendizagem.

Em conclusão, o Ensino de Inglês cria oportunidades de trabalho sobre a componente axiológica, na exploração de aspetos interculturais; possibilita o desenvolvimento de competências numa língua que se tornou a língua de comunicação universal e motiva para a continuação desta aprendizagem. Além disso, favorece a aprendizagem da língua materna pois leva as crianças a perceberem que a língua portuguesa, tal como todas as outras, é um sistema que funciona segundo regras próprias que é importante conhecer. Por último, e ao contrário do que se possa inicialmente pensar, é um caminho para o plurilinguismo, uma vez que os sucessos que podem alcançar nesta fase precoce podem fomentar a vontade de aprender várias línguas estrangeiras.

No desenvolvimento deste programa, usam-se estratégias diversificadas, das quais se salientam as seguintes:

  • Atividades de resposta física (“Total Physical Response”) – esta estratégia é usada, por exemplo, na revisão do vocabulário relativo ao corpo humano, em que os alunos, ao som de uma música, apontam uma determinada parte do corpo (ex:”1 finger, 1 hand” e “head, shoulders, Knees and toes”).
  • Músicas: o uso de músicas tem sido uma estratégia bastante funcional, porque além de ser altamente motivadora, é eficaz no treino da pronúncia, uma vez que leva os alunos a realizarem exercícios de entoação de forma descontraída e espontânea. Neste contexto, indicamos como exemplos, as músicas “Toys” e “I’m happy” dos projectos “English Adventure – level 1” e “English Adventure – level 2” respectivamente, pela eficiência demonstrada no auxílio da memorização do vocabulário dos temas “Toys” e “Feelings”, bem como na motivação desenvolvida nos alunos.
  • Dramatizações: o uso de dramatizações leva os alunos a incorporarem uma personagem, revelando, então, menos receios em usar a língua inglesa perante a turma. Além disso, esta atividade ajuda na memorização das estruturas, bem como no aumento da autoconfiança dos alunos que são, por regra, mais tímidos.
  • Jogos: os jogos podem ser usados com diferentes “interaction patterns”, o que permite trabalhar as regras da sala de aulas e as regras do fair-play, incentivar o respeito mútuo e promover o trabalho de equipa. Além disso, proporcionam momentos de uso da língua entre os alunos sem o receio que por vezes demonstram ao falar com os professores. Por último, salientamos que os alunos desta faixa etária fazem, de facto, um esforço assinalável para falar em Inglês neste tipo de atividades. Alguns exemplos destes jogos são os jogos que englobam as descrições dos brinquedos ou dos animais para que os colegas os descubram. Assim, exercitaram de forma lúdica expressões como “It’s big.”, “It’s small.”, “It’s blue.”, mas também, as questões “Is it big?” ou “Is it blue?”.
  • “Listening exercises” – os exercícios de audição permitem trabalhar as competências recetivas na oralidade, num contexto bastante motivador, uma vez que cada exercício se apresenta como um “enigma” que as crianças precisam “desvendar”, descodificando o enunciado oral e dando as respostas certas ou identificando as afirmações corretas e erradas. Além disso, estes exercícios apresentam modelos do uso da língua que as crianças podem seguir e são um momento de apresentação oral da língua inglesa que não foi produzido pelo professor, marcando assim, uma diferença.
  • Portefólio – os alunos dos 3º e 4º anos de várias turmas estão, durante este ano letivo, a usar um portefólio preparado pelas professoras desta AEC. Esta estratégia permite uma melhor organização dos trabalhos desenvolvidos na aula; permite, aquando do preenchimento da ficha inicial, realizar uma reflexão sobre os contactos que as crianças tiveram com línguas estrangeiras; possibilita a realização sistemática de atividades de autoavaliação; e favorece o desenvolvimento da autonomia dos alunos, uma vez que eles são responsáveis pela organização do seu portefólio.
  • Celebração de festividades – a celebração de festividades, em especial, as que têm origem anglo-saxónica, como o Halloween ou o S. Valentim, permite levar as crianças a refletir sobre as diferenças culturais dos outros países e sobre os outros modos de viver, ajudando-as a aprender a respeitar as diferenças. Além disso, esta estratégia permite-lhes vivenciar novas experiências e, por último, impõe-se como uma forma mais natural de uso da língua.
  • “Storytelling” – o uso de histórias tem demonstrado ser uma estratégia bastante eficaz; se por um lado proporciona um momento de exposição à língua motivador e descontraído, por outro, permite o uso da mesma num contexto mais natural e menos estruturado. Além disso, tem sido uma forma de levar as crianças a treinarem as suas competências recetivas globalmente, tentando descodificar a mensagem: ouvem com atenção, mas também aprendem a estar atentas aos gestos e à voz de quem conta a história, bem como às imagens da mesma.
  • Atividades Criativas – estas atividades podem ser bastante motivadoras para as crianças e podem criar materiais úteis para a aula, como por exemplo, os cartazes informativos para expor na sala. Além disso, originam formas naturais de usar a língua, uma vez que levam as crianças a rever e a reutilizar a “linguagem da sala de aulas”.
Documentação
Orientações Programáticas de Inglês (1º e 2º anos)
Orientações Programáticas de Inglês (3º e 4º anos)
Planificação Anual
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Música

  • Publicado em AEC

A música é um fator determinante na personalidade do indivíduo, uma forma de expressão sociocultural. É também um fator que contribui para o desenvolvimento cognitivo/linguístico, psicomotor, sócio afetivo da criança. No que diz respeito ao Desenvolvimento cognitivo/ linguístico: a fonte de conhecimento da criança são as situações que ela tem oportunidade de experimentarem no seu dia-a-dia. Dessa forma, quanto maior a riqueza de estímulos que ela receber melhor será o seu desenvolvimento intelectual. Nesse sentido, as experiências rítmico musicais que permitem uma participação ativa (ver, ouvir, executar) favorecem o desenvolvimento dos sentidos das crianças. Quanto ao Desenvolvimento psicomotor: as atividades musicais oferecem inúmeras oportunidades para que a criança desenvolva a sua habilidade motora, aprenda a controlar os seus músculos e a mover-se com destreza e coordenação. Relativamente ao Desenvolvimento sócio afetivo: a criança aos poucos vai formando a sua identidade. Nesse processo a autoestima e a autorrealização desempenham um papel muito importante. Através do desenvolvimento da autoestima ela aprende aceitar-se tal como é, com as suas capacidades e limitações. As atividades musicais coletivas favorecem o desenvolvimento da socialização, estimulando a compreensão, a participação e a cooperação.

Documentação
Orientações Programáticas de Música
Planificação Anual
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O que é?

  • Publicado em AEC

As políticas educativas do governo central, no nosso país, têm demonstrado, ao longo dos últimos anos, o recurso aos parceiros locais, com vista à implementação de diversas estratégias de intervenção educativa, considerando a convicção na necessidade do acesso universal às oportunidades de formação e educação, bem como da equidade na qualidade destes serviços.

A constituição dos cenários mais favoráveis, capazes de dar resposta à referida necessidade e qualidade no acesso a uma educação/formação completa e potenciadora da aprendizagem e capacitação dos indivíduos, exige um esforço comum de todos os atores no terreno, no sentido de se rentabilizarem as melhores estratégias de intervenção educativa.

Surgiram então, inúmeros programas cuja direção foi assumida por uma governação local, tendo esses mesmos programas conduzido a um forte impacto nas rotinas dos alunos e das suas famílias. Um desses projetos é o projeto de Enriquecimento Curricular do Município de Cinfães, que preconiza, a par de outras medidas ministeriais, a implementação da Escola a Tempo Inteiro.

Contudo, mais do que o reconhecimento da necessidade de adaptar o tempo da escola ao tempo da família, a Câmara Municipal de Cinfães reconhece, neste programa, o seu papel de facilitador de aprendizagens futuras e o seu papel de promotor da igualdade no acesso aos serviços educativos.

Nesse sentido, o programa das Atividades de Enriquecimento Curricular, como é conhecido, é olhado com cuidado e esforço sempre redobrados, porque não se quer apenas cumprir uma obrigação legal, mas sim, fazê-lo com qualidade e garantias de um complemento na formação integral das crianças e jovens cinfanenses.

Documentação
Despacho n.º 9265-B/2013, de 15 de julho
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