Ação Social

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Violência sexual

Ato sexual indesejado, ou tentativa do ato sexual, avanço ou comentário sexual não desejado, assim como quaisquer outros contatos e interações de natureza sexual efetuados por uma pessoa sobre outra, contra a sua vontade.
Pode ser cometida por diferentes pessoas:
- Estranhos
- Alguém próximo (familiares)
- Alguém que se conhece (colega, vizinho)O QUE É?
- Se, no momento da prática do crime não conhecer o suspeito deve fixar o maior número de características, tais como: cor da pele, idade, sinais, pronúncia, cor e formato dos olhos, vestuário, cabelo, altura e óculos;
- Deve ainda identificar, se possível, testemunhas e, se for o caso, matrícula do veículo em que o agressor se fazia transportar;
- Após a prática do crime deve dirigir-se de imediato, sem tomar banho, a uma unidade hospitalar para aí ser sujeito/a a exames médicos;
- A roupa que trazia vestida aquando do crime, que deverá levar consigo, deve ser conservada num saco de papel;
- Preserve qualquer objeto que lhe pareça ser pertença do agressor, mesmo uma ponta de cigarro. O QUE DEVE FAZER NO CASO DE SER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA SEXUAL?
- idade (jovens adultas, atraentes e em razão da idade, ingénuas)
- género (feminino, sendo como mais frágil fisicamente)
- frequência do ensino superior (libertinagem, saída do local de origem, mais saídas à noite)
- consumo de álcool e drogas, vulnerabilizando os indivíduos
- histórico de vitimização
- pouca assertividade
- dificuldade em resistir à pressão terceiros
- prostituição
- elevado número de parceiros. FATORES DE RISCO DA VIOLÊNCIA SEXUAL
- Não tomar banho, não trocar de roupa ou retocar-se de alguma forma, para não apagar evidências se o ato for recente;
- Dirigir-se ao centro de saúde ou hospital de forma a receber cuidados; médicos ou/e recolha de material de prova
- Apresentar queixa o mais breve possível
- No caso de abuso de menores, evitar que a criança fique isolada em algum local com o abusador (no caso de ser membros familiares)
- Falar com um adulto confiável para a criança e explicar o que aconteceu. Pedir-lhe para ir ao hospital
- Se a situação já tiver acontecido há algum tempo ou se já se tiver lavado, não há qualquer problema. Pode ir na mesma ao hospital. Mesmo que não tenha marcas visíveis (como lesões e ferimentos), podem existir vestígios biológicos da agressão ou infeções sexualmente transmissíveis que podem ser tratadas e recolhidas como prova pelo médico/a que atender
- Ter um local de refúgio para onde possa fugir em caso de perigo, a casa de um amigo ou um familiar PLANOS DE SEGURANÇA VIOLÊNCIA SEXUAL

Formulário - Assédio Sexual

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Violência Namoro

Ato de violência, pontual ou contínua, cometida ou contínua, cometida por um dos parceiros (ou ambos) numa relação de namoro.O QUE É?

Tipologia – esta manifesta-se de diferentes formas contra a vítima


- Física (empurrões, agarrar, arremesso de objetos, bofetadas, pontapés, murros, ameaçar usar a força física ou agressão);
- Sexual (obrigar a atos sexuais – sexo anal, oral e vaginal, quando não se quer; acariciar – ou forçar carícias, sem que se queira);
- Verbal (quando te chama nomes, grita, humilha, através de comentários negativos, intimidação e ameaça).
- Psicológica (parte ou estraga os teus objetos ou roupa; controla a tua maneira de vestir; controla o que fazes nos tempos livres e ao longo do dia; liga-te constantemente ou envia mensagens; ameaça terminar a relação como estratégia de manipulação).
- Social (Humilha-te, envergonha ou tenta denegrir a tua imagem em público, especialmente junto dos teus familiares e amigos; mexe, sem o teu conhecimento, no teu telemóvel, nas tuas contas de correio eletrónico ou na tua conta de facebook; proíbe-te de conviver com os teus amigos e/ou com a família).

Fatores de risco


- Duração do relacionamento : a violência tende a ocorrer com maior frequência ou com maiores agravantes conforme a duração da relação. Assim, namoros com maior duração são mais propícios a se tornarem violentos.
- Idade : os jovens, principalmente os adolescentes, são propícios a maiores danos físicos e psicológicos, devido a fatores como: carência, pouca experiência, desejo de independência, aliança e confiança em pares tão inexperientes quanto eles, o que limitaria suas habilidades para responder à violência. Assim, quanto mais jovem, devido aos fatores destacados, maior a possibilidade de desenvolver violência na relação de namoro.
- Vivência de namoros violentos durante a adolescência podem aumentar o risco de continuar a violência interpessoal na vida adulta, como vítima ou perpetrador.
- Fatores psicológicos: baixa autoestima no homem facilita o estabelecimento de relações violentas, enquanto na mulher tende a facilitar o estabelecimento de relações violentas nas quais torna-se vítima. Comportamentos de raiva, traços e características de personalidade e de personalidade borderline, conflitos no relacionamento, problemas de comunicação, dominação e atributos negativos do parceiro são fatores facilitadores do desenvolvimento de namoros violentos.
- Violência intrafamiliar : a vivência de violência no seio da família seria um fator que levaria a uma pré-disposição para estabelecer relações violentas, como perpetrador ou vítima.
- Stalking: isolamento imposto pelo parceiro durante o namoro ou após o término, que muitas vezes não é reconhecido como violência, embora o seja. (Formas de impedir contatos sociais com os pares, típicas de comportamento de violência, que ocorrem repetidamente, tendo como uma das suas principais motivações o controle social da vítima. Envolve atos como telefonemas constantes, tentativas de aproximação e comunicação não consentidas, constranger formas de vestir e se relacionar, vandalismo das propriedades das vítimas, envio de cartas e presentes. Há diferentes categorias de stalking , e dife-rentes stalkers (quem comete stalking ), mas em geral são cometidos por ex-namorados.)
- Dificuldade em reconhecer uma condição de vítima : por acreditar que a violência é uma forma de expressão do amor que sente, naturalizando assim a violência. Ao naturalizá-la, o risco é de permanecer em namoros violentos, sem perceber tal fato
- Abuso de álcool e drogas: O abuso destas substâncias propicia um comportamento mais violento e, consequentemente, contribui para a violência na relação

Todas as formas de violência no namoro têm um objetivo comum: magoar, humilhar, controlar e assustar.

Lembra-te que: A violência nunca é uma forma de expressar amor ou paixão por outra pessoa.
- Opta por locais públicos e movimentados para estares com o/a teu/tua namorado/a. Locais isolados podem colocar-te em risco.
- Escolhe atividades em que estejas com o/a teu/tua namorado/a na presença de outras pessoas (ex.: o teu grupo de amigos).
- Muda as rotinas (ex.: o teu percurso para a escola e da escola para casa) e procura estar na companhia de amigos ou colegas de turma.
- Quando saíres diz a alguém em que confies onde vais e a que horas regressas.
- Grava contactos telefónicos importantes no teu telemóvel, para poderes pedir ajuda facilmente caso precises.
- Se sentires que estás em perigo, procura imediatamente alguém ou um sítio mais seguro (ex.: um sítio onde estejam mais pessoas). Podes também ligar 112. O profissional que atender a tua chamada enviará para o local onde te encontrares os meios necessários para te proteger. PLANO DE SEGURANÇA VIOLÊNCIA NO NAMORO

Formulário - Violência no Namoro

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Violência Doméstica

Comportamento violento, através de uso da força, coação ou intimidação.
Tipologia – existem diferentes tipos de violência que pode ser perpetrada contra a vítima
- Física (pontapear, esbofetear)
- Psicológico (chantagear, ameaçar)
- Sexual (ato sexual não consentido)O QUE É?

Ciclo da Violência


A violência doméstica funciona como um sistema circular – o chamado Ciclo da Violência Doméstica – que apresenta, regra geral, três fases:
1. aumento de tensão: as tensões acumuladas no quotidiano, as injúrias e as ameaças tecidas pelo agressor, criam, na vítima, uma sensação de perigo eminente.
2. ataque violento: o agressor maltrata física e psicologicamente a vítima; estes maus-tratos tendem a escalar na sua frequência e intensidade.
3. lua-de-mel: o agressor envolve agora a vítima de carinho e atenções, desculpando-se pelas agressões e prometendo mudar (nunca mais voltará a exercer violência).
Nenhum fator de risco é, por si só, garantia de que uma situação de violência possa ou esteja a acontecer. O que é certo é que a conjugação de diversos fatores de risco aumenta a probabilidade de se verificar uma vitimação.FATORES DE RISCO

Os fatores de risco de ser um/a agressor/a descritos são diversos, entre os quais


- Ser do género masculino e jovem
- Ser dependente de substâncias (por exemplo, álcool e drogas)
- Ter doença física ou mental (por exemplo, depressão, perturbação de personalidade, etc.)
- Ter personalidade imatura e impulsiva, baixo auto-controlo e baixa tolerância às frustrações, apresentando grande vulnerabilidade ao stress, baixa auto-estima, expectativas irrealistas e indiferença ou excessiva ansiedade face às responsabilidades perante a vítima
- Ter carências socioculturais e económicas, estando financeiramente dependente da vítima (mais frequente no caso das pessoas idosas)
- Estar desempregado ou, ao invés, ter uma vida social e/ou profissional muito intensa, que dificulta o estabelecimento de relações positivas com os membros da família
- Ter antecedentes de comportamentos desviantes
- Apresentar antecedentes pessoais ou familiares de vitimação
- Não conseguir admitir que a vítima foi ou esteja a ser abusada, nem compreender quais as reais necessidades e eventual situação clínica daquela, sendo incapaz de lhe oferecer proteção
- Ser inexperiente em termos de prestação de cuidados.

Relativamente aos fatores de risco associado à vítima



- Ser do género feminino
- Apresentar características de vulnerabilidade em termos de idade (crianças pequenas, pessoas idosas) e de necessidades (particularmente crianças, idosos e pessoas com handicap)
- Ter personalidade e temperamento desajustados relativamente ao agressor
- Estar dependente do consumo de substâncias (por exemplo, álcool, medicamentos e drogas)
- Ter doença física e/ou mental, ou deterioração cognitiva fisiológica (no caso das pessoas idosas)
- Ter sido vítima de violência na infância ou ter, designadamente, assistido a violência entre os seus cuidadores
- Ser prematuro e de baixo peso ao nascimento (no caso do violência infantil por serem crianças mais frágeis, estarem menos alerta, chorarem mais)
- Ter dependência física e emocional relativamente ao agressor
- Ter escassos recursos económicos, encontrando-se dependente do agressor
- Ter baixo nível educacional
- Habitar em precárias condições
- Estar socialmente isolada.
Motivos que dificultam a saída da relação abusiva

Fatores pessoais/relacionais


- Dependência emocional
- Desejo de manutenção das vivências familiares (convivência entre pais e filhos)
- Crenças e estereótipos, relativamente ao casamento
- Culpabilização
- Vergonha
- Crença na Mudança do agressor
- A não perceção e/ou reconhecimento dos maus-tratos
- Desânimo aprendido
- Baixa auto-estima
- Medo de represálias e/ou retaliações de terceiros
- Dificuldades financeiras e de habitação/dependência económica
- Pressão familiar
- Contexto privado dos maus-tratos.

Fatores sócio-culturais


- Crenças estereotipadas e desejabilidade social
- Ausência de suporte informal e/ou rede de apoio fragilizada.

Formulário - Violência Doméstica

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Violência contra Idosos

Carateriza-se por uma ação única ou repetida, causando sofrimento ou angústia para a pessoa idosa. O QUE É?

Tipologia da Violência contra Idosos – esta apresenta-se de diversificadas formas


- Maus-tratos físicos – dor física infligida na pessoa idosa através de empurrões, golpes, queimaduras, administração de medicação de forma abusiva, entre outros.

- Violência Psicológica – qualquer ação que provoque dano psicológico na pessoa idosa, bem como, intimidar, infantilizar, humilhar, ameaçar, insultar, chantagear, desmoralizar, isolá-lo, retirar-lhe a reforma, entre outros.

- Violência Sexual – qualquer contacto sexual não consentido com a pessoa idosa.
 
- Exploração material ou financeira – uso abusivo de fundos, propriedades ou bens da pessoa idosa: uso, venda ou transferência de dinheiro, assinatura forjada em cheques e outros documentos financeiros /legais.

- Abandono – abandono da pessoa idosa por parte de quem tem a responsabilidade legal de lhe prestar cuidados.

- Negligência – omissão ou ineficácia na satisfação das necessidades básicas da pessoa idosa: não procurar acompanhamento médico, não prestar uma alimentação adequada, não prestar cuidados de higiene, entre outros comportamentos.
- Isolamento social
- Dependência total ou parcial do agressor
- Coabitação com alguém dependente de substânciasVULNERÁVEIS PARA A VITIMAÇÃO
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